16.1.08


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estou vendendo, hein?

Postado por fael às 3:18 PM |

26.6.07

bien que le tout, semble rien
bien que la joie, semble tristesse
bien qu'aient vécu, semble jamais ne pas avoir existant
bien que nostalgique, semble avoir non passé.

bien que résolue, semble confuse
bien que patient, semble soucieuse
bien que vertueux, semble corrompue
bien que triste, réussit à être plus encore
[amer.

l'âme consomme le corps,
le corps consomme le sentiment,
le sentiment consomme la logique et bientôt se voit

tout qui était bon était faux,
tout qui était secret était évident,
bien que semble, en vérité est.

j'haïs des poèmes.

----*----

embora o tudo, parece nada.
embora a alegria, parece tristeza.
embora viva, parece nunca ter existido.
embora saudosa, parece não ter passado.

embora resoluta, parece confusa.
embora paciente, parece ansiosa.
embora virtuosa, parece corrupta.
embora triste, consegue ser mais ainda
[amarga.

a alma consome o corpo,
o corpo consome o sentimento,
o sentimento consome a lógica e logo se vê

tudo que era bom era falso,
tudo que era secreto era evidente,
embora pareça, na verdade é.


eu odeio poemas.

espero que a tradução esteja certa.

Postado por fael às 11:10 PM |

9.2.07

eu acho que sou outro.

não pareço mais o mesmo de dois anos atrás, com meus pensamentos sombrios e análises derrotistas. tenho tido menos tempo livre para ser assim. mudei um tanto, me tornei um híbrido de ocupação sem lazer e felicidade através de posses. hoje sou tudo aquilo que eu temia ser quando era mais novo: monocromático, tedioso, semi-mudo e superficial. e agora mesmo caí em mim e vi que nada do que construí esse tempo todo tem algum sentido pra mim. vivo no piloto-automático, concordando e trabalhando, sem me importar com coisas simples como as minhas observações e os meus pequenos prazeres pessoais.

meu cotidiano é uma merda hoje em dia. não por culpa de ninguém, a não ser a minha mesma, afinal em essência eu não mudei muito. continuo levando tudo nas costas aceitando as linhas escritas no parágrafo da minha vida (o de 3 linhas) situado no rodapé de uma página perdida do livro da eternidade. encontrei o amor, banalizei-o, encontrei minha vocação profissional e pouco caso fiz dela, aceitei meus talentos e prostituí eles. hoje me encontro morto por dentro de uma couraça de rubor e saúde, emitindo longas e falsas gargalhadas, fingindo ser alguém que não sou só porque me é conveniente sê-lo. e onde quero chegar com isso tudo, caro leitor? a resposta é simples, porém só mesmo meus velhos fantasmas para assombrarem a luz que me guia: o meu próprio fim.

não que eu romantize a morte, a MINHA morte. embora ela tenha seu charme, prefiro pensar no fim como como algo inexorável, que nem uma fortíssima força de vontade poderia quebrar. ele obviamente, contrário ao que muitas pessoas pensam e teimam em garantir, não é por mim escrito. eu escrevo parcas linhas em um blog, não meu próprio destino. o fim é certo, ele está lá, eu vou até ele querendo ou não. o que realmente importa nesse ínterim é justamente tudo o que eu costumava observar em minha própria vida: as coisas, as formas, os sentimentos, as vontades, os prazeres. e eu não mais os observo da mesma forma, apesar de ter conseguido superar a escuridão que me contornava. superei-a e engoli-a. hoje nada mais sou que uma silhueta sombria num mundo habitado por lindos coelhos da páscoa onde todo dia é natal e as pessoas andam em pula-pulas lambendo enormes pirulitos furta-cor. e eu sigo vendado por minha ausência de mim mesmo.

eu continuo o mesmo.

no final da análise, eu acabei não mudando. apenas suguei a aura de escuridão que eu próprio emitia. confinei tudo em meu coração amargo e sonolento, que teima em seguir rumo a um fim que não seja assim tão ruim, mesmo sabendo que isso é prática e tecnicamente impossível.

pra onde eu for, de onde eu vier, se eu parar, se eu correr, o que eu fizer, onde eu estiver, não há escapatória. a dor somente dói.

e ela há de doer ainda por um bom tempo.

Postado por fael às 8:46 PM |

27.6.06

Alex:
http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=1114899
é a comunidade de um texto que eu gosto muito. dá um a olhada.
vou ver se eu acho o texto e te passo
ta aqui nesse tópico http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=1114899&tid=8917570
Raffael:
isso tudo soa muito modernoso e falso pra mim
eu sigo meu coração somente
Alex:
não é modernosidade nem falsidade
é auto-preservação
Raffael:
só quem sofre por alguém sabe o que é amar de verdade, alex
eu sou intenso, eu nasci assim
minha relação com a minha mãe é cheia de amor e ódio
minha relação com o samir é da mesma forma
eu não tenho pra onde escapar, eu sou assim, é meu jeito
eu não me preservo, nunca fui disso
eu me entrego
Alex:
eu também sou intenso mas não consigo amar desse jeito. pra mim amor é amor e ódio é ódio. raciocínio binário esse meu, talvez.
eu também me entrego. o que eu não quero é sofrer.
Raffael:
que adianta viver sem sofrer?
Alex:
que adianta viver sem prazer?
Raffael:
eu ouço joão gilberto, pelamordedeus
sou mais romântico que a laura gordinha do carrosel
Alex:
a gente tem que buscar o prazer, alegria, felicidade. sofrimento e tristeza a vida se encarrega de trazer.
mais romântico q eu você não é. te garanto.
Raffael:
sou sim
e já provei isso
Alex:
não é não. ouço astrud desde 10, 12 anos de idade.
só q eu aprendi a me preservar.
porque as pessoas passam, cedo ou tarde.
o amor é lindo mas ele NÃO dura pra sempre.
e exatamente por ter seu período de existência é q ele deve ser bom.
Raffael:
dura enquanto você quiser que dure.
enquanto você se dispor a sofrer
nunca, em nenhuma época, lugar ou situação tu vais encontrar o ser humano perfeito pra te relacionares
todo relacionamento sofre desgaste e todo relacionamento tem podres
Alex:
pra que rimar amor com dor, raffael?
Raffael:
todo mundo erra
e sabendo disso você pode ou aceitar e seguir com sua vida
ou simplesmente se fechar num casulo de auto-preservação e esperar te descongelarem em 2056
Alex:
sim, todo mundo erra. mas a partir do momento em que os erros do outro começam a te afetar de um modo q você não consegue mais suportar, o melhor é cair fora.
auto-preservação não é se fechar pro amor, é selecioná-lo, é saber quando ele te faz bem e quando ele te faz mal.
quando ele é saudável e quando ele é doentio.
Raffael:
nenhum amor é doentio, e nenhum amor é saudável
não se pode julgar sentimentos dessa forma
porque simplesmente não há parâmetros
Alex:
pode-se sim, ué. basta analisar o modo como os sentimentos te afetam.
Raffael:
mas o que eu posso fazer em relação a isso?
tu já brigastes com teu irmão?
a minha irmã já fez umas coisas bem cabeludas
e nem por isso eu tolhi ela da minha vida
minha mãe é extremamente difícil e temperamental
e nem por isso eu me auto preservo das besteiras que ela me fala
Alex:
eu não falo com ele. nem com a minha irmã.
pois eu tolhi. e não me arrependo estou bem melhor sem a falsa cordialidade deles dois.
pois eu me auto-preservo do desrespeito deles dois. e tô muito bem assim.
bem melhor do que ter que fingir que gosto deles só porque sao meus irmãos
eu não os escolhi como irmãos
Raffael:
ninguém escolhe
a escolha é amar e aceitar
Alex:
exatamente por não tê-los escolhido é q não sou obrigar a tratar com eles.
ou não amar nem aceitar. foi o que eu fiz.
Raffael:
e virar o outro lado do rosto quando lhe dão um tapa
Alex:
ou devolver o tapa.
Raffael:
paciência é uma virtude, jovem padawan.
Alex:
sagacidade também.
Raffael:
e toda a sabedoria universal microcósmica reside em compreender o próximo.
em ceder, respeitar e amar.
Alex:
e em respeitar a si mesmo também.
Raffael:
acima de tudo, quando eu sofro, eu aprendo, eu cresço. meu pai me ensinou assim
Alex:
eu acho lamentável. pra que fazer esforço pra sofrer se a vida se encarrega disso tão bem?
Raffael:
eu tenho certeza de que quanto maior for a provação, melhor ser humano eu tenho que ser pra passar por ela
e é assim que eu consigo tudo
tudo o que eu conquistei até hoje foi com sofrimento
Alex:
eu não quero aprender nada. não quero servir de exemplo de vida pra ninguém. só quero ser minimamente feliz.
Raffael:
e tu és já?
Alex:
não, mas faço o que eu posso.
Raffael:
quer sofrer um bocadinho?
Alex:
posso pouco, é verdade, mas to aí.
nem um pouco. nem por amor.
ja sofro pelo resto, o amor tem que ser salvo.
o amor tem que ser bom, gostoso, saudável, sagrado.
Raffael:
sagrado é a palavra correta
não de adjetivo, mas de verbo.
Alex:
se não for assim ele se torna igual a todos os outros aspectos da vida.
logo, perde o valor.
Raffael:
o problema todo até aqui, alex, é que infelizmente a outra parte não sabe ou não enxerga o amor da mesma forma que eu ou tu.
cada um tem um conceito, e um ideal
e tu sabes disso
e o conflito é, todas as vezes, inevitável.
o que se pode fazer?
amar. somente isso.
Alex:
amar enquanto valer a pena.
não vale a pena se enterrar num buraco por cause de um ideal de sentimento
você deve estar pensando que eu descarto pessoas, hehehehehehe
tipo come e joga fora
Raffael:
um pouco, teu discurso tá um pouco radical, mas eu sei que é só pra me convencer.
o meu também tá, né? estamos quites.
Alex:
eu apenas quero que o amor seja bom porque alguma coisa nessa vida tem que ser bom.

Postado por fael às 1:29 AM |

24.6.06

mal tenho tido tempo pra grandes reflexões agora. parei de escrever sobre mim ou o que sinto. parei de escrever de verdade, minha caligrafia tá péssima, bem como minha capacidade de auto-análise, que nunca foi lá essas coca-colas. ultimamente ando tão ocupado de construir um futuro pra mim, tão ocupado de me ocupar das preocupações que eu não tenho agora mas que terei mais tarde, que esqueci que eu mesmo existo nesse tempo, no presente. não existe mais esse presente. eu ando imerso numa utopia etérea, um idealismo de uma vida que eu sei que nunca terei, por mais que eu batalhe.

as coisas pra mim tendem a parecer sempre piores do que realmente são. isso porque eu fico prestando atenção nos desdobramentos, nas consequências. eu penso, penso a mais e repenso, e chego à conclusão de que qualquer decisão que eu tomar agora será pra ver um problema mais tarde. minimizar esses problemas imaginários virou questão de honra. passo horas a fio imaginando que, poxa, pra alguém tão novo, o que eu estou fazendo realmente é algo fora do comum. minha vida não pode ser uma merda estando eu onde estou hoje. e não é assim. eu me engano o tempo todo. sou só mais um idiota tentando achar um sentido pra sua vida, quando bem no fundo, ela não tem nenhum. tenho plena noção disso.

no mais, eu sinto ânsia.

Postado por fael às 12:15 AM |

26.4.06

amor é amor, isso ninguém nunca negou. mas também ninguém nunca definiu direito o que é. nos dicionários filosóficos, amor é um complexo emaranhado de definições que passam em degradê de uma simples afeição ao amor incondicional. é tudo amplo demais.

nós precisamos classificar pra enteder, mas nem sempre é a melhor saída. agindo assim, tentamos fingir que entendemos, que é algo que não temos medo, que compreendemos ao ponto de não se deixar arrebatar muito menos abater. nos tornamos frias máquinas racionais. mas bem no fundo sabemos que não é isso não. o amor é a praga que glorifica a nossa espécie.

gerações e gerações de pessoas passaram por este mundo, e todas elas amaram. e muitas vezes amaram demais e tiveram medo por não saber o que é o amor de verdade ou como lidar com ele. a gente costuma dizer que tem medo de sofrer, mas na verdade não é isso. o ser humano tem medo apenas do que não conhece. e nós não conhecemos o amor, nem depois de anos de experiência, leitura e pesquisa. e por não conhecê-lo, muitos de nós temos medo de amar, ou de desenvolver aquela ânsia pelo outro a um nível estável e seguro.

mas isso não é nada com o que se preocupar, aifnal se nossos antepassados se viraram tão bem sendo ignorantes nessa matéria, porque nós vamos reprovar? para amar basta um e outro. nada mais. nada menos. a correspondência de amores é ótima, mas quando não há não é também estritamente necessária. há aqueles que amam passivamente e os que amam ativamente. há os que amam com atrevimento, com inocêcia, com malícia, com coragem, com rancor. há os que amam com uma mistura disso tudo. amar em nenhum momento é uma coisa ruim. é sim, quase sempre, difícil, por causa da vida que levamos, nos escondendo atrás de imagens de nós mesmos, ou de falsas seguranças com as quais nos comprometemos pra nos manter estáveis. mas até nesses casos o amor prospera. não tem como escapar.

há de se ter paciência, isso sim. a mãe de todas as virtudes. paciência pra que o tempo passe, pra que nossa ansiedade seja mais branda, para que feridas cicatrizem, para que o mundo gire. amor e paciência sempre combinam. combinam tanto que eu arrisco dizer que em 100% dos casos em que duas pessoas se amaram e se corresponderam, houveram momentos (mesmo assim) em que a paciência se fez necessária. houveram brigas, diferenças, insegurança, tristezas, desapontamentos. mas o amor continuou lá, agarrado na esperança, abanando essas coisas acúleas com um ventilador da marca paciência.

eu sempre digo: se tiver que sofrer, sofra. mas sofra o tempo que achar necessário. faça drama, alugue uns filmes românticos, chore, coma sorvete, engorde uns quilinhos. se a gente não sabe o que é amor, pelo menos de sofrimento a gente entende. só não vale ser irresponsável. antoine du saint exuperý disse uma vez que somos todos eternamente responsáveis por aquilo que cativamos (lá vou eu de novo com esse papo, né?). e temos que sempre agir de maneira a honrar nossos sentimentos e os dos outros. principalmente os dos outros. dessa forma não tem erro. mesmo desconhecendo o amor, a gente sabe que existe o respeito pelo sentimento alheio, e com respeito tudo melhora.

então não morra de amor. não mate por amor. não desista de tudo, nem aceite qualquer coisa. isso é ignorância, radicalismo. seja apenas feliz por sentir o amor e poder experimentá-lo. escreva sobre seus sentimentos, fotografe, desenhe, expresse ele de alguma forma. isso vai lhe ajudar a compreender melhor o que é o amor e o que fazer com ele em qualquer situação. guarde tudo bem guardado pra, quando for preciso, ler (ou ver) e se lembrar. pode parecer bobo, mas ajuda.

Postado por fael às 11:45 PM |

19.2.06

Bruno (sp): essa foto é festa na floresta?
Raffael (pa): não
Raffael (pa): é na praça, tinha um cara vendendo balão
Raffael (pa): o samir pediu pra eu segurar os balões
Raffael (pa): e tirou uma foto minha
Bruno (sp): aqui em sp não tem essas coisas
Bruno (sp): na praça aqui em sp vendem droga não balões
Raffael (pa): é exatamente o que eu tô falando prum amigo do rio agora
Raffael (pa): tenho uns amigos daí
Raffael (pa): que fumam crack, macoha, meia velha
Raffael (pa): pentelho
Raffael (pa): tudo
Raffael (pa): quero ir praí, são paulo é um sonho.
Bruno (sp): um sonho de verão, por isso as paquita viero morar aqui
Raffael (pa): e o polegar engole pilha
Bruno (sp): e a mary kate assalta a mão armada...sabe como é efedrina é caro pra caralho
Raffael (pa): um dia deus vai pegar são paulo, colocar numa seda e fumar.
Bruno (sp): e o diabo como é mais trash vai injetar assim
Bruno (sp): são paulo é a chernobyl do universo, aqui é tudo tóxico, a Britney Spears veio pra São Paulo e TCHUNS fez aquela top de sucesso lá e a Naomi, a Paris Hilton e o Andy Warhol vem pra cá por que aqui é a Holanda brasileira
Raffael (pa): mas aqui pode também fumar maconha
Raffael (pa): na rua assim de noite quando não tem poliça
Raffael (pa): ninguém fala nada
Bruno (sp): É mas aqui as donas de casa plantam maconha como se o jardim fosse de rosa ou samambaia
Raffael (pa): gente que punk emocore radical
Raffael (pa): eu quero ir pra nova iorque ver como que é agora
Bruno (sp): SP deixa NY no chinelo, lá quando o bebê está na barriguinha da mamãe e dá um chute é uma emoção, aqui é sinal que ele precisa de mais uma dose
Raffael (pa): gente, os x-men vão ser brasileiros então

Postado por fael às 9:26 PM |

13.2.06

eu, eu, eu.

ai, ai, eu amo ler esse blog.

Postado por fael às 10:25 AM |

6.2.06

EU SOU UMA PESSOA EXTREMAMENTE SENTIMENTAL

se você não lida bem com isso, paciência. eu vou encontrar alguém que lide. eu vou fazer dar certo porque eu sou uma pessoa extremamente paciente.

e acima de tudo, otário inocente demais pra deixar de acreditar nos outros.

Postado por fael às 11:37 AM |

14.12.05

eu me entrego.

melhor que ninguém eu faço isso. as pessoas me têm na mão o tempo todo. é arriscado, eu sei. quem se entrega pode ser cruelmente descartado. eu já fui várias vezes. e continuo sendo o mesmo, me entregando. meu peito fica aberto 24 horas por dia, de segunda à segunda.

é triste constatar, mas minhas convicções em relação às pessoas estava errada. ninguém se importa com o sentimento alheio, com gestos bondosos ou responsabilidades. quando se é pateta, como eu, o mundo monta em você. e não importa como você aja, ele sempre vai esperar para exlporar você, tirar de você o que ele precisa e depois abandoná-lo para que outro possa tomar a vez na corrente do abuso. quando as pessoas são demais puras e inocentes, o que o mundo lhes guarda é apenas o estupro e a corrupção.

ninguém dá a mínima. as pessoas dizem que dão, fazem caras e bocas quando você demonstra insatisfação e você fica confuso, achando que perdeu algum detalhe ou que deveria ser menos exigente. mas na verdade o único deus que impera nas mentes mais sãs e sempre mais corretas que a sua é apenas o deus UMBIGO. uma pena que esse deus de nada serve a ninguém, pois tantos o adoram, e como! por mais que você quebre o bezerro de ouro, por mais que se esfregue a relidade no rosto do próximo, o umbigo estará soberano em uns poucos minutos. afinal, choques existem, mas a recuperação é instantânea (se comparada ao tempo de uma vida). reconhecimento é uma palavra riscada dos dicionários há muito.

eu me sinto muito como um ratinho de laboratório. sou eletrocutado a cada vez que escolho o corredor errado do labirinto. sou um ratinho burro, entretanto. eu não reprimo meus instintos, procurando formas de superar o obstáculo. considero isso institucionalização. todos são condicionados a vencer sem importar quais sejam os fins, os meios e os princípios. eu apenas sigo em frente esperando algo melhor acontecer, pode haver uma rachadura por onde eu possa passar. eu quero provar algo e espero que alguém consiga um dia perceber. nem sempre o jeito certo é o único jeito. e eu não estou justificando um erro. estou apenas sendo absurdo.

agora, a tragédia reside no fato de que eu sei que não vou provar coisa nenhuma a ninguém. mas eu continuo tentando. pacientemente esperando. como sísifo. afinal, camus já disse uma vez: "os tristes têm duas razões para o ser: ignoram ou esperam".

Postado por fael às 3:11 AM |

20.10.05

EU QUERO ACABAR ESSA FRASE. acabei.

Postado por fael às 11:53 PM |

eu ando literalmente caindo de sono. hoje eu dei uma topada num cimento meio solto na calçada e quase fui ao chão. e isso foi só o início do meu dia.

não que eu esteja reclamando, afinal eu nunca reclamo de nada, sou uma pessoa hiperconformada (pfff), e quando eu reclamo é porque realmente o objeto da minha reclamação é um incômodo unânime. meu dia foi lindo. maravilha de dia com muita luz, muito calor, muito barulho bom pros ouvidos, muito cocô de cahorro nas calçadas levantndo aquela fedentina qu faz bem que só pra pele, muita disposição no meu corpo tão jovem e robusto... ahhhh... a doce vida de um estagiário de arte aos seus 23 anos de idade. que coisa boa, não é minha gente? é uma delícia viver uma vida cheia de aventuras como a minha onde eu todo dia perco mais de 40 minutos tentando despertar do sono, mais outros 40 tentando de fato acordar, e uma outra hora e meia pra entender que eu realmente acordei e preciso viver, porque ninguém o fará por mim. acordar pensando na hora final do meu dia, quando eu poderei voltar ao aconchego do lar, deitar-me e fechar as pestanas, descansando meu corpo por menos tempo do que ele realmente precisa até as 7:30h do outro dia.

e cair de sono no meio da rua. essa é a parte mais legal.

Postado por fael às 11:49 PM |

14.10.05

e mais, eu acho que essa discussão sobre quem vota sim ou não no referendo já deu no saco.

eu odeio armas de fogo. vou comprar uma katana hattori hanzo de dois metros de lâmina e quero ver qual é o bandido que vai tirar onda comigo.

Postado por fael às 9:55 AM |

pessimismo eu já tenho pra dar e vender. eu quero saber quando é que alguém vai me dizer algo bom sobre as probabilidades do meu futuro.

o apocalipse está chegando e eu ainda não consegui um teto pra me proteger da tal chuva de merda. na verdade eu já estou na fase de realmente desejar um apocalipse não-metafórico, um real, onde um asteróide gigantesco caísse sobre o oriente e dizimasse 78% da população mundial. eu, claro, ficaria vivo, e assim teria mais chances de ser alguém (quem sabe um tipo de super-herói nos escombros de um mundo onde seres humanos e mutantes viveriam em guerra), teria mais chances de escalar alguns degraus mais rápido e menos dolorosamente. eu podia ganhar na megasena também, mas acho que o lance do asteróide é mais provável.

especulações à parte, eu sinto que estou realmente fazendo tudo o que posso. estou estudando, trabalhando, gerando renda e consumindo. mas ainda assim me falta algo. eu sinto que tudo é muito pouco pro que eu posso alcançar. a mediocridade nunca pareceu algo atraente pra mim, mas eu preciso me adaptar a aceitá-la. eu acho que é assim que os grandes gênios de qualquer área conseguem ser tão geniais hoje em dia: eles conseguem resultados satisfatórios com instrumentos e conhecimento parco, o que caracteriza o que chamamos de DOM ou TALENTO, algo que aparentemente me falta. seria mais fácil se todos nós nascêssemos com etiquetas indicando as especificidades, algo assim: "raffael regis, carismático, bobo, pensativo e depressivo, vai gostar de matemática, de línguas, de ilustrações, e pode seguir carreira em design, publicidade, jornalismo, psicologia, física e meteorologia. não possui talento algum para religiosidade, agrimensura, touradas, ginástica olímpica e detesta falar no telefone". pronto! eu teria perdido menos tempo tentado saber quem diabos eu sou e onde eu me encaixo no mundo.

espero que deus leia blogs. essa é uma dica quentíssima.

Postado por fael às 9:41 AM |

31.8.05

é um saco querer crescer e não ter espaço. eu tava conversando com um amigo meu sobre isso, nós chegamos à mesma conclusão: nós temos idéias, vontade de fazer, mas não temos como ou por quê fazer (já que ninguém aqui vai gostar mesmo, que dirá entender).

tem gente que acha que força de vontade é tudo que se precisa pra começar um projeto, ser empreendedor, coisa e tal. mas eu, falando como leigo e como alguém com uma modesta veia artística, digo que força de vontade não basta. é preciso um ambiente motivador.

eu não postei aqui, mas depois de muito lutar, consegui entrar numa agência de publicidade como estagiário. estou sentindo INÚMERAS dificuldades, principalmente pra compreender um mercado tão cafona e varejista como o de belém. até mesmo as propagandas direcionadas para a classe que consome cultura são, assim, meio bregas. mas ninguém poderia esperar menos de uma cidade que subjuga o profissional de design. aqui, designer bom é o que trabalha fora daqui. é o que estudou aqui, se formou aqui e foi pra outra cidade maior atrás de um sustento. e esse não volta mesmo. mesmo porque "quem é o louco" que vai oferecer um bom salário pra uma pessoa que apenas desenha? ¬¬ odeio belém.

então, pensando melhor, força de vontade pode mesmo ser um bom começo pra alguém que quer fazer algo empreendedor. força de vontade pra sair daqui e procurar um lugar onde o consciente coletivo seja mais receptivo ao novo, ao inusitado, ao inédito, ao diferente, ao alternativo, enfim. belém ainda está na escuridão enquanto o resto do país (bom, a parte sul pelo menos) se bronzeia na vanguarda. não quero nem pensar em termos mundiais pra não ficar deprimido.

não vejo a hora de me mandar de vez daqui.

Postado por fael às 10:00 PM |

11.8.05

- Mapa Astral para raffael regis de araújo
- Nascido em Belém às 23:30 do dia 08/07/1982
- Longitude: 48W49 Latitude: 01S27 Fuso: 3













Tarot Grátis -->











AHHAHAAHAHAH
a-do-ro.

Postado por fael às 2:11 AM |

7.8.05




o patinho feio cresce e vira um lindo cisne.
mas como é que patos viram cisnes?

Postado por fael às 8:51 PM |

4.6.05

antônimo, pseudônimo, heterônimo. avestruz, cocaína, símbalo. triângulo, fitoterápico, amêndoas e castanhas. lítio, martini, ricota. metrônomo, barômetro, deuteronômio.

um sentimento bom está começando a chegar. as coisas fluem sob um sol frio e luminoso, fazendo com que preocupações se dispersem, oportunidades arpejem, e prometendo uma boa safra. eu anseio a colheita. anseio a boa música de dias pacíficos e as deliciosas paisagens de sonhos concretizados.

recompensas e alegria. momentos bons de paz e calmaria. se eu tivesse uma borracha mágica, apagaria todo o meu passado e viveria desta época em diante. minha fé aumentou. minha cintura diminuiu. meus pés fedem. minha cabeça dói. meus músculos involuntariamente se contraem. meus sentimentos se solidificam e a minha confiança só cresce. sou capaz de sonhar os sonhos mais belos. sou capaz de escrever pesadelos terríveis. consegui um alguém pra encostar a cabeça. consegui uma cabeça pra encostar em alguém. vinte anos de treino, de prática, de erros e acertos. montanhas intransponíveis ultrapassadas e planícies verdejantes ainda não exploradas. uma metrópole na minha mente, uma flor no meu peito, um par de asas nos meus pés. vinte anos de sonhos. um quarto de vida registrado por dois olhinhos marrons encontrados aqui no chão. não há resumo, nem orgulho. apenas receio de um dia ter que voltar para o lugar onde comecei. não há impedimentos, não há. a mágica sou eu quem faço. abro a boca e pronto: mil polígonos deformados e milhares de figurinhas cognitivas. onde quer que eu vá, levo isso comigo. e atinjo você. e você atinge outro. e assim por diante. merda de corrente do bem que eu inventei, odeio esse filme.

molhado e ensaboado, com os olhos ardendo e o cabelo cheio de bolhas. junto jaz uma jujuba. fermenta em mim aquele programa milenar conhecido antigamente como rituallístico de passagem. "tu estás parecendo mais velho, com cara de homem". vinte anos nas minhas mãos, nas rugas, nos recordes, nos mínimos detalhes. vida vem, vida vai. o que vai volta, mas o que volta nem sempre fica, e o medo se constrói em cima de pequenas premissas populares sem base filosófica. lógica nenhuma. eu que sou todo razão, dominado por sentimentos absurdos e cada vez mais inflamado por uma coragem de determinar um ego sólido e polido. conclusão nenhuma, estou em processo de fabricação. vinte anos andando pelado sob tecidos multicoloridos e nuances de "sou o que sou". imagem eu não tenho, sou só alguém que anda, come e fala. nada especial, mas sempe querendo ser. a busca é muito mais importante que qualquer outra coisa, mesmo sem entender direito o porquê. império de uma inocência boba trajada por um conhecimento parco e superestimado. vinte anos e nem uma gota da bebida púrpura. preciso encomendar pra pessoa certa.

subordinado, atravessado, desmedido. cobra, lagarto e dragão. oitenta e dois, onze, fanta laranja. página, limo, escaravelho. super-homem, impressora matricial, mp3.

deus é digital. \\

The Rentals - Naive

Postado por fael às 1:33 PM |

16.4.05

algumas pessoas dizem que meu blog é depressivo. eu sinceramente não acho isso. eu tenho meus momentos de tristeza, e é (em grande parte) neles que eu encontro inspiração pra escrever. mas isso não quer dizer que eu viva triste. eu tenho lá minhas alegrias, mas a minha vida não é uma felicidade contínua. desde pequeno eu tenho noção que a vida de ninguém é um mar-de-rosas, e que as pessoas não são obrigadas a serem felizes o tempo todo. existe beleza em ambos os sentimentos. mas é necessário saber sempre equilibrar as coisas.

além dessa minha convicção pessoal, é bem fácil de perceber que hoje em dia felicidade é uma palavra-chave em qualquer sociedade. a doença do século é a depressão. cada vez mais as pessoas se sentem derrotadas porque não conseguem ser felizes o tempo todo. isso é uma consequência óbvia do capitalismo, que é baseado apenas no desejo, nas posses. mas eu e você sabemos que a busca pela felicidade não começa bem por aí. é necessário ter amigos, sentir prazer em ser útil a si mesmo e à sociedade, entre outras coisas importantes. não existe uma fórmula pra ser feliz. vou até mais longe: não existe ninguém que SEJA feliz. felicidade são apenas momentos: uma semana, um mês no máximo. uma hora você vai se aborrecer com alguma coisa, tenha certeza disso.

então hoje aprendemos que felicidade é algo que estamos sempre buscando, mas nunca conseguimos detê-la de fato.

a não ser que, como eu, você encha a cara de anti-depressivos. boa noite, vou dormir.

Postado por fael às 5:39 PM |

13.4.05

estou sem emprego já faz um bom tempo agora. voltar pro primeiro ano de faculdade com 22 anos não é algo realmente excitante no que diz respeito às possibilidades de arrumar uma vaga de estágio numa agência de publicidade. mas eu preciso reforçar que sou um bom empregado. estagiário profissional desde fevereiro de 2001.

e digo mais (como disse numa comunidade no orkut): estagiários são máquinas incansáveis de pesquisa e aprendizado. o nosso trabalho é melhor e mais bem elaborado porque nós nos empenhamos em mostrar ao superior que podemos ser contratados.

pras empresas isso é muito bom, porque salário de estagiário é sempre salário mínimo mais auxílio-transporte. não existe uma sindicâcia estagiária. não existe organização e nós nem constituímos uma classe. é um pagamento mínimo por um serviço de ótima qualidade (muitas vezes melhor dos que já foram efetivados). não há greves de estagiários. e sua universidade/faculdade não vai te proteger contra abuso no trabalho.

no início, não somos mercenários. mas depois que a coisa pega (como há muitos de nós com filhos e contas parceladas de celular) o salário se torna uma questão muito relevante. e não há nada que possamos fazer por isso. esperar uma efetivação hoje em dia é como esperar ônibus na periferia de madrugada: talvez venha, talvez não. talvez você seja assaltado enquanto espera.

no fim, somos apenas pobres-coitados esperando uma isca pra morder. fique bem gordo e grande, morda a sua e espere a aprovação. se for jogado de volta na água, paciência.

portanto, empregadres, eis aqui minha súplica.

Postado por fael às 10:56 PM |


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