27.11.03
me jogaram um pouco de paz.
estou aqui sentado no escuro, ouvindo pedro the lion, feliz por ter sido congratulado no meu trabalho, por ser "sexy" (¬¬), por estar levando uma vida um pouco melhor, sem tantas pressões. eu trabalho com prazer. eu saio com prazer. mas ainda não estou escrevendo com prazer. ou vivendo assim.
o que falta? paixão, eu digo. e já disse antes. sou como uma grande quarto vazio. as coisas boas chegam em caixas e eu não me dou o trabalho de arrumá-las, vou deixando assim, no canto, porque elas não preenchem ainda muito espaço.
vou sair hoje com a camila. vamos assistir uma peça, tomara que seja legal. a camila é legal, gosto muito dela. conversamos outro dia e nos surpreendemos ao notar como somos parecidos em certos aspectos. acho que estamos vivendo o mesmo momento. a incerteza, a insegurança, a falta de paixão, a melancolia. nós dividimos algumas dessas coisas.
tenho sentido falta dos meus velhos amigos. tenho sentido falta dos amigos que não estão por perto. até mesmo dos que ainda não conheci.
falta. é só o que eu sinto. falta algo.
porquê?
Postado por fael às 7:52 PM |
24.11.03
pois é. nada a declarar.
planos. tenho feito muitos ultimamente. eu quero me apaixonar. quero sentir um pouco mais de tesão pela vida. quero comprar um tênis e óculos escuros. quero sair com meus amigos e me divertir. quero fazer novos amigos. quero aprender fotografia. montar um quebra-cabeça de duas mil peças.
quero viajar, morar fora por uns tempos, aprender línguas novas, compartilhar a cultura de outros países.
quero conseguir voltar a escrever mais aqui. isso já foi mais divertido.
quero parar de ter eu como assunto principal.
vou ler um pouco. até mais.
Postado por fael às 11:14 PM |
21.11.03
Postado por fael às 11:22 AM |
19.11.03
Postado por fael às 1:08 PM |
17.11.03
ah, eu voltei pra faculdade.
vou termianar algumas matérias só. as mais fáceis.
Postado por fael às 11:07 PM |
odeio o icq lite novo. infelizmente tive que instalar porque senão não volto a conectar.
bom, resumindo tudo: trabalho, grana, meia-farra, stress e cama às nove horas. já era o tempo livre pra pensar no que escrever aqui. já era o tempo pra pensar no que fazer da vida, no vazio de um futuro incerto e nas crises de um quarto de vida. a ampulheta virou de cabeça pra baixo e eu estou sentindo o gosto da mudança lentamente. pelo menos houve uma mudança.
não consigo mais baixar músicas, fico agora escutando os mesmos velho cds, de novo e de novo. estou começando a entender de bolsas de valores e tomar gosto por isso. leio todos os jornais da cidade todos os dias, faz parte do trampo. sei lá se isso é bom. quero pelo menos ter a opção de enveredar, e conseguir me encaixar em algum lugar.
vou tentar jornalismo. vou tentar publicidade. vou tentar francês. talvez eu tente namorar. mas isso não depende de mim.
minha busca por mim mesmo está começando, e eu já estou levando com a barriga. como eu sou patético.
Postado por fael às 11:04 PM |
8.11.03
Postado por fael às 5:08 PM |
assistir filmes de terror é divertido, agora que já sou grandinho e não tenho mais medo do escuro nem vou dormir suando debaixo de um lençol numa noite calorenta, esperando que ele (o lençol, não deus) me proteja das encarnações demoníacas que habitam meu quarto ou que podem entrar em minha casa a qualquer hora a partir da meia-noite, como baratas gigantes-mutantes, ou um porrudo cachorro-demônio (que nem aquele do primeiro "caça-fantasmas"), que mataria primeiro a mim, pois a minha cama é mais próxima da porta que a do meu irmão. sempre fiquei impressionado com cenas deste gênero de filme. me lembro que cheguei a pensar que poderia ser possuído a qualquer momento depois que terminaei de assistir "o exorcista". eu inclusive tinha medo de deitar na cama, e uma vez, após assistir o primeiro filme, fui dormir no sofá. tinha medo também daquele palhaço que atacava criancinhas deixando elas com cabelos brancos, ele tinha uma cara muito feia.
o remédio é assistir esses filmes com amigos. assistimos "a casa do arrepio do espanto", clássico filme de horror nota dez em figurino, maquiagem, trama, cenário, efeitos especiais e principalmente som. em suma, um ótimo filme. quero assistir a sequência. me falaram que é ainda melhor. mal posso esperar a próxima reunião, quando então faremos uma maratona pelos filmes mais horripilantes como "poltergeist", "a mosca" que eu nunca assisti todo, "sexta-feira 13" e "a hora do arrepio". quaisquer outros títulos de menor impacto também estarão na lista. é, vou fazer uma lista agora.
Postado por fael às 5:04 PM |
6.11.03
hoje eu fui lá na faculdade resolver se trancava ou não. tenho até o dia 15 pra decidir. a mamãe foi junto comigo, disse que queria conversar com o coordenador do curso, pra saber o que estava acontecendo, saber porque eu perdi tanto o interesse. eu teria sugerido que ela fizesse o curso. assistisse uma semana de aulas. pagando R$ 472,80.
no início, eu gostava. agora não gosto mais. quero parar.
queria um pouco de paz, só. ter tempo pra ler meus livros, fazer as minhas coisas. eu sei que estou errado em sentir isso, mas eu acho que a vida não pode me oferecer mais do que eu já tenho. suicídio é uma palavra recorrente. sinto um desgosto tremendo toda vez que me olho no espelho e penso no que estou fazendo vivo. eu estou só "vivendo". não sinto mais tesão, nem empolgação.
eu sei que passa, todo dia passa. mas a merda acontece quando eu preciso pensar no futuro. eu já passo 50% do meu dia triste. todo dia. e é um saco, eu sei, mas é verdadeiramente o que está acontecendo. é o que eu sinto.
ontem foi foda. foi uma discussão. deveria servir pra me levantar, mas parece que todas as intenções tem o efeito oposto. o problema é meu, só eu posso resolver, eu sei. o culpado sou eu. e eu tomo a culpa, sem problemas. sempre aceitei. eu sempre estou errado, já até me disseram isso. nunca tenho argumentos. deve ser porque eu estou errado de fato.
meus planos agora acabaram. minha vida é deste tamaninho.
Postado por fael às 9:31 PM |
hoje eu choro. choro não por pena de mim, ou da situação em que me encontro.
choro por pena dos outros. aqueles que acreditaram em mim, que me viram vencer.
saibam, eu sou um perdedor. um desistente. um fracassado. um frustrado. uma aberração.
não há porque depositar nem confiança em mim, eu não valho a merda no meu intestino.
digam o que quiserem, nada vai mudar esse sentimento. eu já desisti de mim mesmo.
sou lixo. me ignorem.
Postado por fael às 9:00 PM |
4.11.03
Postado por fael às 9:08 PM |
3.11.03
raffael: nhóin...
zica: e aí fofo????
raffael: ahnnn...
raffael: tô mals.
raffael: trabalhei doze horas hoje, direto.
raffael: ainda tem mais trabalho pra mais doze horas amanhã e depois.
zica: eu desconfiei!!! te liguei hoje!!!
zica: é amor, faz parte da vida isso!!!
raffael: a morte também.
raffael: eu sonhei que estava morto hoje.
zica: CREDO BÊ!!!!!
raffael: dentro de um caixão, de terno azul, coberto de flores brancas e amarelas e pálido feito uma toalha de molho na q-boa.
raffael: sendo velado.
zica: eu hein!!!!
raffael: na hora do almoço eu cochilei e, pá! sonhei.
raffael: acordei sem fôlego.
raffael: acho que tive uma premonição.
raffael: vou morrer jovem.
zica: credo bê, toma um baninho de sal grosso com limão galego vai!!! isso é olho gordo em vc!!!
raffael: acho que eu não passo dos trinta, elza.
raffael: sério.
zica: ai rafffael bate nessa boca!!!
raffael: agora eu entendo porque eu tenho uma ânsia por liberdade. eu vou morrer cedo. preciso viver rápido.
zica: não pensa assim, que isso só atrai coisas ruins!!!
raffael: não tem nada de ruim em morrer.
raffael: é uma coisa até boa.
zica: raffael, é ruim tu teres 21 anos e ficar pensando nisso!!!
raffael: não acho. acho até bonitinho.
raffael: a mortinha.
raffael: magrinha, com uma foicezinha.
raffael: que cuti-cuti.
zica: ¬¬
Postado por fael às 11:54 PM |
é melhor ter um complexo de peter pan do que de capitão gancho.
Postado por fael às 12:45 AM |
1.11.03
moleza, cansaço, sono. os astros fundiram e tornaram o céu uma tela para a pintura da minha visão. mas o cavalete de vidro já não suporta a pressão e a estrutura irá rachar e a demolição será breve. as manhãs têm sido doces, frias como novas, silenciosas como um passeio pelos jardins labirínticos de mansões européias. tudo tem sido mais rápido desde que as sombras se foram. inclusive o andar do relógio. isso me preocupa. por outro lado só diminui a espera pelo fatídico. já não consigo mais sair de cima do muro. não sei se é a doença ou se é apenas a fase. e nem quero saber. me disseram que eu perco muito da vida. verdade, eu digo. quero abraçar os mortos, porque eles me entendem. inconsequência. irresponsabilidade. loucura. me internem. me façam visitas esporádicas e sem sentido. me mandem flores e ursinhos de pelúcia, hoho. não, não mandem, eu só estava brincando.
tudo cresce, regenera. espero que eu não seja excluído do processo. sabe-se lá o que o homem do livro reserva pra nós. tentamos em vão construir nossos castelos, mas o terreno fofo engole tudo. precisamos reconstruir sempre. ou contstruir pra sempre. do meu castelo só resta a bandeirola de cima da torre. e eu já estou quebrando ela. pira-paz.
merdas, grandes merdas. com moscas verde-metálico voando por cima. dinheiro e sexo. poder e felicidade. o que há por trás de tudo? pra que tudo isso? parar o mundo não é a opção. não há resposta, então. só o nonsense da vida diária que nos torna menos sábios e mais mecânicos. o liquidificador bate com a tampa aberta, espalhando a gosma pra todo lado, sujando um universo em ordem.
somos todos artificiais.
Postado por fael às 11:35 PM |